quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como não fazer um filme institucional

As referências estão aí. Ninguém precisa mais importar rolos de filme da Europa pra saber o que é de bom tom e bom gosto em termos de direção de arte, cenografia, acting, trilha sonora. Até algumas marcas tentam dar uma força. Mas a Monte Carlo está assim com você.






Bicho, que porra é essa?




Criar, aprovar, produzir e colocar na rua uma campanha desse naipe tem alguma diferença com o ato de não limpar a caca que o Totó deixou na rua depois do passeio?

Pelo menos os caras têm colhões e assinaram as peças com ficha técnica e tudo.



Cliente: Bandeirantes Mídia Exterior

Campanha: Não Vire Bicho no Trânsito

Agência: 101º Macaco

Direção de Arte e Redação: Andrey Ohama e Pedro Marques

domingo, 20 de dezembro de 2009

Oscar da propaganda paraibana parte II



O Prêmio

"Como prêmio, o Criatividade 2009 cumpriu com as expectativas. Não houve nenhum rumor sobre a procedência dos filmes vencedores - como na versão 2008, fortaleceu-se a hegemonia da Mix na categoria institucional, a Três surpreendeu pela ausência de peças entre os finalistas, a Dabliu A repetiu a bela performance de 2008, dessa vez sem as suspeitas de chupada e a Faz ganhou mais 2 prêmios, depois de ter vencido o Prêmio Profissionais do Ano. Há que se dizer que o ano foi positivo em relação à qualidade técnica dos trabalhos premiados."

A Festa

"Como festa, o Prêmio Criatividade é uma lástima. A velha teoria do espeto de pau em casa de ferreiro se aplica sem tirar nem por na realização de uma festa que deveria ser a mais legal, descolada e esperada do mercado publicitário paraibano. Esse ano então, a coisa foi feia. Acabou que depois de uma festa tão sem graça, ficou a dúvida: houve mesmo um foco maior nos criativos ou o foco foi no orçamento?"

Ponto Alto
As peças premiadas parecem ter sido justas.

Ponto Baixo
DJ Jorgito, não.

por Anônimo Parônimo

Oscar da propaganda paraibana parte I


*Arte do Prêmio Chapéu de Ouro da TV Correio - a Rede "Reccord" na Paraíba

O Chapéu de Ouro 2009 esse ano prometia. E como o ditado diz que promessa é dívida, não deu outra: o Oscar da Propaganda Paraibana ficou devendo.
Na verdade, apesar do verniz que passaram na festa promovida pelo Sistema Correio, ainda há aquela aura de cafonice por trás do evento. O cenário em 2009 era tão pretensamente grandioso quanto o prêmio: a mega-hiper casa de shows enxertada no Manaíra Shoping, a Domus Hall. A festa foi ótima, sem miséria, um som decente tocando, muita gente circulando e muito prêmio sendo distribuido. Apesar da cafonice, o Chapéu de Ouro desperdiça sempre uma boa chance de balizar a qualidade criativa do mercado paraibano, e talvez isso ocorra porque quem o promove não enxergue nele uma maneira de celebrar os melhores momentos da indústria da propaganda e sim, apenas como uma ferramenta para aumentar os ganhos comerciais. E aí, tome prêmio pra cima.

Ponto Alto

A festa foi interessante, uma banda tocando ao vivo deu um astral diferente à premiação;

A presença de uma categoria específica para internet e a ideia de lançar a categoria Trainee - que premia as melhores peças criadas por estudantes dos cursos de publicidade - é muito interessante.

Ponto Baixo

Muitas peças sofríveis ainda são premiadas.

O Domus Hall não é um novo conceito em casa de shows, ok?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma boa ideia chupa a outra. Oops! Puxa a outra.

Hoje, na Paraíba, existem duas coisas bem difíceis de encontrar quando o assunto é propaganda: emprego e bons profissionais. E quando um dos dois aparece, o outro não dá as caras.

Sendo assim, a Três criou uma campanha de estágio para diretores de arte – coisa muito legal, mas que não é nenhuma novidade lá fora. Mas já que o assunto é Paraíba e aqui tudo é novidade, a coisa deu certo.

Tanto, que ouvimos muito ti ti ti e bláh bláh bláh por ai. Mas sabemos mesmo que uma ideia é boa, quando ela mal acabou de sair e já tem gente retuitando, copiando, chupando, aderindo, seguindo, indo no vácuo. Tudo bem, foi sim uma coisa legal e tal, mas precisa fazer igual e na mesma hora? Deixa pelo menos o banco esfriar.

Então, um dia após o termino na campanha de seleção para estágio da três, a 9ideia (agora sem acento), iniciou uma campanha para selecionar uma dupla de estagiários.

O briefing é o melhor de todos. Mais parece que foi tirado da pauta da agência. Sem falar do detalhe do público alvo: ambos os sexos, das classes A, B e C que vai de 16 – 60 anos, o produto deve ser água, ar ou a luz do sol. Só pode.

Mesmo bastante questionável, a atitude da agência não deixa de ser uma boa oportunidade para quem quer entrar no mercado.

Deixamos aqui nossa contribuição e apoio. Participem!!!

Ah, e uma dica: Façam também selação para atendimento. Tão precisando de alguém que saiba fazer um briefing.

domingo, 11 de outubro de 2009

Foi chupar, perdeu o lugar.

Vamos voltar agora para 2008. Festa do Prêmio Criatividade, categoria Mercado: apresentados os candidatos, duas peças chamam muito a atenção. Não por serem boas mas por lembrarem muito duas outras peças já existentes. Na ocasião, foi notória a indignação de muitos presentes que conheciam as peças originais que serviram, digamos, de matéria-prima. Mesmo assim, as duas agências responsáveis pelas reproduções foram vencedoras. Sorrisos, gritos e abraços tomaram conta na euforia da vitória, enquanto queixos despencados não acreditavam naquilo tudo. Mesmo assim, duas peças supostamente copiadas acabavam de ganhar um prêmio que se propõe a avaliar a criatividade da propaganda paraibana.

Avançando uma casa no tabuleiro do tempo, chegamos em 2009. Dia 4 de Outubro, o portal Paraíba 1 divulgou que a comissão, quase um ano depois, chegou à conclusão que o filme “Uma boa carne”, vencedor da categoria mercado era, na verdade, uma baita chupada – demoraram, hein? – e desclassificaram a ectoplasmática agência Life. A matéria também cita a peça “Paris”, que mais parece segunda via de papel carbono, do clipe da música "À quoi ça sert l'amour?”, muito conhecido no youtube. Mas nesse caso, a comissão entendeu que houve apenas uma inspiração – coisa simples: de traço, cores, ângulos, ritmo, cenas e contexto, somente.

Quem faz isso, só pode não levar a profissão a sério. Nem a profissão nem a si mesmo. Já que, criar, implica em dizer “fui eu quem fez” e isso envolve uma coisa chamada propriedade intelectual que, na chupada, inexiste. Pelo contrário, há a violação disso. E é uma puta roubada, na dualidade do termo.

Lembram de dois casos famosos de chupada envolvendo o mesmo profissional? Pois é, ao que tudo indica, a única coisa que ele conseguiu com isso foi um processo para ele e outro para agência onde trabalhava.

Para quem pensa que não acontece, taí.

Queremos dar os parabéns à vagarosa, porém eficaz, comissão do Criatividade pela não-negligência de um fato como esse. O prêmio acaba de ganhar mais credibilidade e isso sim é importante para um mercado onde propaganda boa e ruim são tratadas como iguais.

Infelizmente, como já abordamos antes, esse não é um fato isolado. Diariamente, muitos profissionais vasculham a internet atrás de grandes ideias já realizadas, para posarem como pais de uma criança clonada. Seja uma marca, um título, um layout, uma ideia.. a falta de respeito, de princípios e de ética levam a isso.

Pensem bem antes de tomar essa decisão. Caso contrário, em vez de estarem recebendo prêmios, estarão entregando.

Ow, vai ter solenidade pra isso?

Queremos comer e beber de graça.

UPDATE:.
Graças a nossa atenta audiência conseguimos localizar o sub-produto do clipe "À quoi ça sert l'amour?” de Edith Piaf com Théo Sarapo. Vamos colocar os 2 um abaixo do outro como uma metáfora de nossa opinião.



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Feliz Dia das Crianças

12 de Outubro não será apenas mais um feriado, mesmo sendo um puta feriado - já que cai na segunda-feira.

Segunda, é o dia das crianças. Todos nós já fomos crianças: alguns cresceram mas, mentalmente, não conseguem se livrar das lembranças pueris. De todo modo, é importante observar o comportamento delas porque, em geral, os pequenos se deixam mostrar sem estratagemas e joguinhos que a gente só aprende quando vira adulto.

E porque estamos falando de crianças e sua peculiar "cinceridade"? Ué, para falar sobre as agências do nosso grande mercado de publicidade.

Se você jovem estudante ou ambicioso profissional júnior anda instigado a assumir seu lugar no glorioso mercado publicitário paraibano, separamos alguns mandamentos fundamentais para você sacar qual é o terreno onde vai começar a pisar:
  • Todas as agências são, salvo raras exceções, propriedade de abnegados que cuidam das marcas dos clientes, geram lucros para os clientes, geram empregos para os profissionais e tudo por amor ao mercado (porque todos alegam tomar prejuízo);
  • Publicitário paraibano não recebe aumento, inflaciona o mercado;
  • Chapéu de Ouro é como lembrancinha de aniversário, se você está na festa, leva.
  • Você só ganha dinheiro com agência se tiver uma conta de governo;
  • O mercado é assim mesmo;
  • Planejamento em agência paraibana é como chifre em cabeça de cavalo.